Janeiro: o início de uma nova fase

O mês já começa com uma Lua Cheia, no dia 3, em Câncer, caminhando para uma conjunção com Júpiter que amplifica tudo. É uma semana emocional, transbordante, em que sentimentos ganham volume e presença. Há mais coragem para se mostrar como se é — ou menos controle para disfarçar. Extravaso, exagero, lágrimas, medo, sensibilidade à flor da pele. Mas, acima de tudo, vida em movimento.

Agora, o ano começa de verdade.

Apesar de Capricórnio ainda estar em destaque no céu, inclusive com a conjunção forte e tensa entre Sol e Marte, já vivemos sob o impacto maior de Plutão em Aquário. Isso muda as coisas. O coletivo está menos tolerante a estruturas rígidas e mais disposto a questionar o que parecia imutável.

Foi assim em outros momentos históricos marcados por Plutão em Aquário, como na Revolução Francesa e no surgimento da noção moderna de Direitos Humanos.

O Fim da Passividade Coletiva

Com a entrada de Netuno em Áries no fim de janeiro, esse movimento tende a ganhar contornos ainda mais questionadores. A espiritualidade difusa e às vezes escapista de Netuno em Peixes começa a dar lugar a um recomeço ariano, que nos confronta com perguntas incômodas sobre autonomia, responsabilidade e ação.

Sim, Netuno em Áries pode abrir espaço para lideranças espirituais agressivas, para discursos messiânicos e “guerreiros da fé”. Mas o contexto é outro. Com Plutão em Aquário e, a partir de maio, Urano questionador ingressando em Gêmeos, o que se desenha é um despertar mais racional, crítico e desconfiado. Menos crença cega. Mais consciência.

Lunação de Capricórnio

No dia 18 de janeiro, a Lua Nova em Capricórnio inaugura um recomeço sóbrio, realista e comprometido. É hora de assumir responsabilidades, iniciar projetos, dar o primeiro passo naquilo que precisa de tempo para crescer.

Capricórnio não aceita atalhos. Ele cobra constância, maturidade e compromisso com o que se constrói lentamente.

A pergunta dessa lunação é simples e exigente: o que você deseja construir agora?

Os efeitos dessas escolhas serão sentidos com clareza na próxima Lua Cheia, dia 1 de fevereiro.

Mudanças radicais no ar

No dia 19, o Sol entra em Aquário à noite.

No dia 20, Vênus faz conjunção com Plutão.

Algo muda no ar. Um peso começa a se dissipar. Os planetas rápidos se concentram em Aquário junto de Plutão, e a razão passa a ter mais espaço. Medos e angústias que vinham se acumulando desde o fim de dezembro começam a perder força.

Saturno forma um sextil exato com Urano, trazendo desejo de mudança com os pés no chão. Nada de destruição impulsiva. O novo precisa ser viável.

Júpiter ainda retrógrado impede grandes saltos, mas uma nova rebeldia já é sentida. Um cansaço de aceitar passivamente, de ficar de braços cruzados. Não é otimismo cego. É um questionamento quase adolescente, inquieto, que vai amadurecer nos próximos meses.

Busque suas próprias respostas. Mude de ideia, de rumo, de planos.

Duvide de tudo. Até da astrologia.


Marte ingressa em Aquário no dia 23 e pede que nossa atitude mude junto. A força deixa de ser apenas individual e passa a vir do grupo e para o grupo.

Em plena lunação de Capricórnio, seguimos construindo e lutando pelo que queremos, mas agora com uma consciência mais de grupo. Em tempos aquarianos, as metas compartilhadas ganham vantagem. Menos “eu”, mais “nós”.

Aquário ensina que o outro é como eu, só que diferente.
E Netuno em Áries começa a pedir fé na própria coragem, não mais na espera passiva.

Marte em Aquário defende o grupo sem apagar o indivíduo.
Netuno em Áries aposta na ação consciente e sem ilusões.

Fechando

Dia 25 marca a entrada definitiva de Netuno em Áries, onde vai ficar até 2038.
Dia 26 temos a Lua Crescente em Touro, pedindo continuidade prática.
E no dia 1 de fevereiro, a Lua Cheia em Leão ilumina os desdobramentos desse novo capítulo.

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